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30 de junho de 2009

e você, tem medo?

Mortes, assassinatos, suicídios, homicídios e por ai vai. Todos esses nomes para explicar exatamente a mesma coisa no fim. Nunca fui com a cara da morte, e também, nunca gostei de assistir filmes de terror em que ela aparece sempre, nunca bati de frente com esse meu medo de infância.
Na verdade, quando eu era menor, não tinha tanto medo da morte, tinha mais medo de ela levar quem eu amava. Medo de perder uma pessoa e nunca mais vê-la novamente. Foi nesse momento em que eu comecei a pensar melhor sobre ela que o medo começou a bater. Eu me desesperava, porque ainda não sabia encará-la direito. Não que agora eu saiba. Não sabia que ainda perderia muitas pessoas na minha vida e teria que me conformar com isso.
Rezava baixinho à noite, sem ninguém escutar, para Deus não levar alguém que eu amasse. Não sei se a reza deu certo, ou se foi pura obra do acaso, mas até hoje não perdi muitas pessoas especiais, e venho confrontando com a morte com naturalidade, porque sejamos claros, algum dia todos nós iremos até ela.
O que vai acontecer depois? Não faço a mínima ideia, e também tento não pensar muito nisso, só acho que vai existir um lugar melhor, com paz, não que vamos ficar dormindo eternamente. Essa é uma discussão que vai durar muito tempo ainda, pois ninguém voltou de lá para nos falar o que acontece.
Tenho um tremorzinho quando ouço falarem de espíritos. Não que eu acredite, mas sempre bate uma dúvida quando falam sobre esses assuntos.
Eu penso que em vez de nos preocuparmos tanto com a morte, já que sabemos que ela vem para todos, deveríamos nos preocupar com nossa vida, deixar nossa marca, aproveitar o melhor que podemos dela, porque ela é curta e quando vemos já estamos no fim de nossa história.

27 de junho de 2009

com que roupa eu vou?

Aparências. Somos vistos por várias pessoas, várias vezes ao dia, e cada uma acha que temos uma aparência.
Pessoas falam todo o dia como somos e fazem suposições sobre o nosso jeito de ser se baseando na nossa aparência.
Para mim, não, aparência não é tudo. O que conta mesmo é a nossa personalidade. O que temos por dentro, no nosso interior, a nossa capacidade de pensar, nossa inteligência.
Mas para VÁRIAS pessoas, a beleza é o único motivo de viver. Passam todo o tempo se preocupando com rugas, espinhas, cabelo, roupas, botox, plásticas. Brigam com a balança, com o espelho, com tudo para parecerem mais bonitas.
E o papel da mídia é só aumentar essa histeria nas pessoas.
Fazem propagandas de roupas, produtos de beleza, produtos para cabelos com modelos e atrizes lindas, magras, com pele lisinha. E com isso a pessoa vai se sentindo diminuida e está sempre querendo melhorar sua aparência.
Outro problema ainda maior, é a mania de modelos quererem sempre serem mais e mais magras, aumentando os casos de bulimia e anorexia que vem gerando cada vez mais mortes. O mundo começou a parar para prestar atenção nesse problema apenas agora, quando várias modelos tiveram que estar a beira da morte, para se ligarem que isso é uma doença que tem que ser controlada.
gorda, magra, espinhenta, sem espinhas, com cabelos longos, curtos, lisos, ondulados, todos, todos mesmo tem um jeito de demonstrar a beleza.
Porque que todos tem de ser bonitos? E aliás, de que adianta ser apenas bonito se não tem conteúdo nenhum, é vazio, oco, sem sentimentos ou personalidade alguma?
Não estamos vivendo para agradar a todos, quem gosta da gente, gosta pelo que somos e não pelo que aparentamos ser ou pelo que querem que sejamos. Amigos de verdade, não estão preocupados com a nossa beleza ou aparencia, e sim com nós, com o nosso interior.
Viva, não para os outros, mas para si mesma, sempre terá alguém que goste de você. E tenha sempre auto-estima, porque para os outros começarem a te olhar, você primeiramente tem de se aceitar e se achar bonita, por DENTRO e por FORA.